Eu gosto muito do clima seco e quente
Meu ambiente predileto não tem água e nem umidade
E se tem material inflamável presente
Eu fico uma labareda de felicidade
Eu torno o solo incapaz e improdutivo
Por causa dos gases tóxicos liberados
Começo com uma pequena chama,
Vou crescendo, me alastrando por todos os lados
Posso aparecer de formas variadas
Sou parceira do lixo incinerado, sim
Guimbas de cigarro que foram apagadas
Para mim são o grande estopim
O capim seco se torna parceiro atraente
Os interesses dos empresários também
E, consequentemente, a extinção me convém
Sou uma grande inimiga dos seres vivos
Mas não me sinto nem um pouco abalada
Eu não me disfarço e não me esquivo
Muito prazer, eu sou a Queimada.
Este Poema é do Antônio Evangelista, Acadêmico da Academia Novarussense de Letras. Foi apresentado na Palestra sobre QUEIMADAS promovido pela Secretaria de Meio Ambiente de Nova Russas em 04/12/19 no auditório do STTR com o apoio do Conselho Municipal de Meio Ambiente.
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